sexta-feira, 11 de abril de 2008

HISTÓRIA DO BRASIL: CÉZAR SILVA

INÍCIO DA COLONIZAÇÃO
SITUAÇÃO EUROPÉIA: O SISTEMA COLONIAL
  • Em virtude do declínio do comércio de especiarias (cravo, canela, pimenta, entre outros temperos) com as Índias e da necessidade e urgência em proteger as terras americanas dos invasores estrangeiros, a ocupação dessas terras se fez necessária – era a colonização.
  • A posse e a exploração das colônias significaria o fortalecimento do poder real e a expansão do comércio europeu.
  • SURGIU NESSA ÉPOCA OMERCANTILISMO: Por essa política, o Estado (REI) se “intrometia” na economia, criando regulamentos para a produção, proibindo certas importações de mercadorias, protegendo alguns negócios, etc.

OBJETIVOS DA POLÍTICA MERCANTILISTA

Fortalecer o poder do rei e enriquecer a burguesia
Acumular metais preciosos
Obter balança comercial favorável

CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA COLONIAL

No sistema colonial havia dois pólos opostos: a metrópole (país dominador da colônia) e as colônias (região dominada pela metrópole).
As colônias subordinavam-se política e economicamente às suas metrópoles. O centro de decisão e controle das atividades econômicas e político-administrativas das colônias estava, pois, na Europa.

No Sistema Colonial Mercantilista, chamamos de:

METRÓPOLE: O país dominador da colônia.

COLÔNIA DE EXPLORAÇÃO: Região dominada pela metrópole.

PACTO COLONIAL: Relação de domínio político-econômico que a metrópole exercia sobre a colônia.

REGRA BÁSICA NO PACTO COLONIAL: A colônia só produzia o que a metrópole não tinha condições de fazer. Por isso a colônia não podia concorrer com a metrópole. A função da colônia era servir para o enriquecimento da metrópole.


domingo, 6 de abril de 2008

[Vestibular 2009] OBRAS LITERÁRIAS QUE SERÃO UTILIZADAS NO VESTIBULAR 2009 DA UFRN

Recomenda-se a leitura integral das seguintes obras literárias:

VIDAS SECAS - Graciliano Ramos (Romance)
COLEÇÃO PARA GOSTAR DE LER - vol. 7 - Vários autores (Crônicas)
CONTOS DE APRENDIZ - Carlos Drummond de Andrade (Contos)
ELES NÃO USAM BLACK-TIE - Gianfrancesco Guarnieri (Teatro)
LIVRO DE POEMAS - Jorge Fernandes (Poesia)

Ozamir Lima

EXPRESSÕES POPULARES

Expressões Populares - De onde sai isso?"
(André Batista* )
andreldab@hotmail.com

A CARNE É FRACA:
Trecho retirado da bíblia - "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca". (Mt. 26:41).

VOTO DE MINERVA:
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

CASA DA MÃE JOANA:
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase "casa da mãe Joana" ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

VÁ SE QUEIXAR AO BISPO:
Durante o Brasil Colônia, a fertilidade de uma mulher era atributo fundamental para o casamento, afinal, a ordem era povoar as novas terras conquistadas. A Igreja permitia que, antes do casamento, os noivos mantivessem relações sexuais, única maneira de o rapaz descobrir se a moça era fértil. E adivinha o que acontecia na maioria das vezes? O noivo fugia depois da relação para não ter que se casar. A mocinha, desolada, ia se queixar ao bispo, que mandava homens para capturar o tal espertinho.

CONTO DO VIGÁRIO:
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O negócio era o seguinte: colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

FICAR A VER NAVIOS:
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS:
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavina significa não entender nada.

DOURAR A PÍLULA:
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.

CHEGAR DE MÃOS ABANANDO:
Há muito tempo, aqui no Brasil, era comum exigir que os imigrantes que chegassem para trabalhar nas terras trouxessem suas próprias ferramentas.
Caso viessem de mãos vazias, era sinal de que não estavam dispostos ao trabalho. Portanto, chegar de mãos abanando é não carregar nada.


SEM EIRA NEM BEIRA:
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.

ABRAÇO DE TAMANDUÁ:
Para capturar sua presa, o tamanduá se deita de barriga para cima e abraça seu inimigo. O desafeto é então esmagado pela força. Abraço de tamanduá é sinônimo de deslealdade, traição.

O CANTO DO CISNE:
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão canto do cisne representa as últimas realizações de alguém.

ESTÔMAGO DE AVESTRUZ:
Define aquele que come de tudo. O estômago da avestruz é dotado de um suco gástrico capaz de dissolver até metais.

LÁGRIMAS DE CROCODILO:
É uma expressão usada para se referir ao choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.

MEMÓRIA DE ELEFANTE:
O elefante lembra de tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atrações do circo. Diz-se que as pessoas que se recordam de tudo tem memória de elefante.

OLHOS DE LINCE:
Ter olhos de lince significa enxergar longe, uma vez que esses bichos têm a visão apuradíssima. Os antigos acreditavam que o lince podia ver através das paredes.

FEITO NAS COXAS:
As primeiras telhas dos telhados nas casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido aos diferentes tipos de coxas. Daí a expressão: fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

MARIA VAI COM AS OUTRAS
A expressão teve origem em Portugal. Dona Maria I, mãe de D. João VI (avó de D. Pedro I e bisavó de D. Pedro II), enlouqueceu de um dia para o outro. Declarada incapaz de governar, foi afastada do trono. Passou a viver recolhida e só era vista quando saía para caminhar a pé, escoltada por numerosas damas de companhia. Quando o povo via sua rainha levada pelas damas nesse cortejo, costumava comentar; “Lá vai D. Maria com as outras”.

BAFO DE ONÇA:
A onça é animal carnívoro e se lambuza na hora de comer a caça, por isso fede muito e sua presença é detectada à distância na mata.

SAIR À FRANCESA
Na França, no século 18, quem, pretendendo abandonar uma sala repleta de gente, fosse despedir-se dos convivas cometia um ato importuno, ao incomodar pessoas embrenhadas em conversas, passatempos, jogos ou amores agradáveis. Daí que se “saísse à francesa”, isto é, sem cerimônia, sem aviso prévio, sem dar conhecimento a ninguém. O costume generalizou-se por toda à parte, até que, mais tarde, veio a adquirir um sentido oposto, ou seja, de descortesia e falta de educação “.

DOR-DE-COTOVELO:
- Essa tristeza toda só pode ser dor-de-cotovelo.
A expressão “dor-de-cotovelo”, usada para se referir a alguém que sofreu uma decepção amorosa, causando tristeza ou ciúmes, tem sua origem na figura de uma pessoa sentada em um bar, com os cotovelos em cima do balcão enquanto toma uma bebida e lamenta a má sorte no amor.De tanto o apaixonado ficar com os cotovelos apoiados no balcão, eles iriam doer. A partir daí que surgiu a expressão “dor-de-cotovelo”.

ENTRAR COM O PÉ DIREITO:
- Quero entrar no ano novo com pé direito!
A tradição de dar sorte ao entrar em algum lugar com o pé direito é de origem romana. Nas grandes celebrações romanas, os donos das festas acreditavam que entrando com o esse pé, evitariam agouros na ocasião da festa. A palavra “esquerda” significa do latim, sinistro, daí já fica óbvia a crença do lado obscuro dos inocentes pés esquerdos. A partir daí, a tradição se espalho pelo mundo inteiro.

FAZER VAQUINHA:
- Vamos fazer uma vaquinha pro churrasco!
A expressão “fazer vaquinha” surgiu na década de 20 e tem sua relação de origem com o jogo do bicho e o futebol. Nas décadas de 20 e 30, já que a maioria dos jogadores de futebol não tinha salário, a torcida do time se reunia e arrecadava entre si, um prêmio para ser dado aos jogadores. Esses prêmios eram relacionados popularmente com o jogo do bicho. Assim, quando iam arrecadar cinco mil réis, chamavam a bolada de “cachorro”, pois o número cinco representava o cachorro no jogo do bicho. Como o prêmio máximo do jogo do bicho era vinte e cinco mil réis, e isso representava a vaca, surgiu o termo popular “fazer uma vaquinha”, ou seja, tentar reunir o máximo de dinheiro possível para um fim específico.

JURAR DE PÉS JUNTOS:
- Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.
A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, as quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado para dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado para expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

MOTORISTA BARBEIRO:
- Nossa, que cara mais barbeiro!
No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.

TIRAR O CAVALO DA CHUVA:
- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia por o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

À BEÇA:
- O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.

DAR COM OS BURROS N’ÁGUA:
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

GUARDAR A SETE CHAVES:
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino.
Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” para designar algo muito bem guardado

OK:
A expressão inglesa “OK” (okay), que é mundialmente conhecida para significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa “0 Killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo “OK”.

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:
A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados.
Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

PARA INGLÊS VER:
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "para inglês ver". Daí surgiu o termo.

RASGAR SEDA:
A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão para cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa.”

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

ANDA À TOA:
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.

QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO:
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se Esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.

DA PÁ VIRADA:

Mas a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita.

NHENHENHÉM:
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer ``nhen-nhen-nhen``.

VAI TOMAR BANHO:
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".

ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM:
Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.

A DAR COM O PAU:
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, para isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu para o estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA:
Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C), autor de célebres livros como A arte de amar e Metamorfoses, que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase para que sua memorização
Fonte:ptrasdasletras.
André Luciano BatistaPesquisador CompulsivoPorto Alegre – RS - Brasil
Ozamir Lima

[UFRN-2009] LITERATURA - VIDAS SECAS



Vidas Secas
(Graciliano Ramos )

A literatura da época

Após a revolução artística, fruto das novas tendên-cias modernistas, no período de 1922 a 1930, surge uma Literatura Brasileira de caráter social e de um realismo regionalista. Essa nova tendência brasileira surgiu depois do famoso Congresso Regionalista de Recife, em 1926, organizado por Gilberto Freire, José Lins do Rego e José Américo de Almeida. Esse congresso tinha como pro-posta básica organizar uma literatura comprometida com a problemática nordestina: a seca, as instituições arcaicas, a corrupção, o coronelismo, o latifúndio, a exploração de mão-de-obra, o misticismo fanatizante e os contrastes sociais.

Nessa literatura, chamada de Prosa Regionalista de 1930, devemos incluir José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado, Graciliano Ramos e Érico Veríssimo, este último com a retratação do Rio Grande do Sul. Estudaremos, a seguir, o mais impor-tante dos autores desta época, Graciliano Ramos.

Vida

Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrângulo, Alagoas, filho de Se-bastião Ramos de Oliveira e de Maria Amélia Ferro Ra-mos. Dois anos depois, a família muda-se para Buíque, Pernambuco, e logo depois volta para Alagoas, morando em Viçosa e Palmeira dos Índios ate 1914. Graciliano estuda, então, e trabalha na loja do pai comerciante.

Em 1914, vai para o Rio de Janeiro, onde mora du-rante um ano e trabalha como jornalista. No ano seguinte, volta para Palmeira dos Índios e se casa com Maria Au-gusta Barros, que morre cinco anos depois. Graciliano já, nessa época, escreve para jornais e trabalha com comér-cio.

Seu segundo casamento, com Heloísa Medeiros, ocor-re em 1928, no mesmo ano em que e eleito prefeito de Palmeira dos Índios, cidade que seria palco de seu primei-ro romance Caetés.

Em 1930, renuncia à prefeitura e vai para Maceió, onde e nomeado diretor da Imprensa Oficial, mas demite-se no ano seguinte, voltando em seguida para Palmeiras dos Índios, onde funda uma escola e escreve o romance São Bernardo.

Em 1933, é nomeado diretor da Instrução Pública de Alagoas e volta a Maceió. Sua carreira e interrompida em 1936, quando é demitido por motivos políticos. Nesse mesmo ano, publica o romance Angústia e acaba sendo preso e enviado ao Rio de Janeiro. Dessa fase em que passa preso resultaria, mais tarde, seu livro Memórias do Cárcere.

Ao sair da prisão, em 1937, passa a morar no Rio de Janeiro, onde escreve para jornais. No ano seguinte, pu-blica a obra Vidas Secas, escrita num quarto de pensão. Em 1939, e nomeado Inspetor Federal do Ensino.

Somente em 1945, Graciliano entra para o Partido Comunista Brasileiro e, sete anos depois, faz uma viagem a Tchecoslováquia e à União Soviética.

Graciliano Ramos morre em 20 de março de 1953 sem nunca ter retratado uma paisagem do Rio de Janeiro. Conta-se que certa vez andava com um de seus filhos, a pé, pela cidade. Chegaram a Laranjeiras, onde moravam. O filho parou de repente e exclamou: "Como isso aqui e bonito! ". Graciliano ficou surpreso e perguntou se ele achava aquela cidade tão bonita assim. Para Graciliano, Alagoas era seu único universo.

Obras

Romances

Caetés (1933)

São Bernardo (1934)

Angústia (1936)

Vidas Secas (1938)

Contos

Insônia (1947)

Alexandre e Outros Heróis (1962)

Memórias

Infância (1945)

Memórias do Cárcere (1953)

Crônicas

Linhas Tortas (1962)

Viventes das Alagoas (1962)

Viagens

Viagem (1954)

Comentários críticos

Graciliano Ramos foi um escritor extremamente cuidadoso, quanto a forma de seus livros. Reescrevia seus livros sem cessar, procurando retirar deles tudo aquilo que considerasse excesso. De estilo enxuto, então, Graciliano sempre foi considerado como exemplo de elegância e de elaboração.

É comum em suas obras o privilégio do substantivo em relação ao adjetivo. Por isso, alguns críticos gostam de afirmar que Graciliano deve ter se divertido muito quando, no romance Caetés, a personagem recebe uma carta repleta de adjetivos, denunciando o amor adúltero de sua esposa, Luísa.

Sua obra, apesar de centrar-se em determinada região, transcende o pitoresco e o descritivo dos regionalistas típicos da geração de 1930. Graciliano analisa profundamente a relação do homem com o meio, explorando também o lado psicológico e o lingüístico dessa relação.

Independente das limitações regionais, Graciliano faz uma análise profunda da condição humana. Desse modo torna-se universal.

Resumo da obra Vidas Secas

“Será um romance? É antes uma série de qua-dros, de gravuras em madeira, talhadas com precisão e firmeza.” (Lúcia Miguel-Pereira)

Chamar este romance de “série de quadros, de gravuras em madeira, talhada com precisão e firmeza” é aludir a um de seus traços estilísticos fundamentais: o caráter autônomo e completo de seus capítulos.

Estes podem ser lidos como peças independen-tes, e como tal foram publicados em jornais, mas reúnem-se com uma organicidade exemplar. Os capítulos de Vidas Secas mantêm uma estrutura descontínua, não-linear, como que reafirmando o isolamento, a instabilidade da família de retirantes: Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia.

Formado por treze capítulos que se justapõem sem nexos lógicos, o enredo de Vidas Secas organiza-se principal-mente pela proximidade entre o primeiro Mudança – a chegada da família de retirantes a uma velha fazenda abandonada e arruinada – e, o último, Fuga – a saída da família, que, diante de um novo período de seca, foge para o Sul.

Do capítulo 2 ao 12, a família vive como agre-gada na fazenda, para cujo proprietário Fabiano trabalha. Assim, passa uma fase de descanso, em relação ao seu nomadismo, provocado pela seca.

No entanto, além da tortura gerada pela lem-brança do passado e pelo medo do futuro, o romance enfoca outras faces da opressão que se exerce sobre os membros da família – seja entre eles e os outros homens, os moradores da cidade, seja consigo próprios.

No capítulo, Cadeia, por exemplo, Fabiano vai à cidade, bebe e joga com o soldado amarelo; quando resolve partir, este o provoca e o leva à cadeia, onde é preso e surrado. Um ano depois, Fabiano o reencontra, agora em seu território, a caatinga. Embora deseje vingança, acaba se curvando e ensinando o caminho ao sol-dado amarelo (cap. 11).

No episódio Contas (cap. 10), Fabiano é lesado financeiramente pelo patrão. Embora as contas do patrão não coincidam com as da Sinhá Vitória, que as confere, Fabiano não se defende; ao contrário, humilha-se e pede desculpas.

Outro exemplo de opressão e de falta de comunicação entre os seres da família animalizados pela misé-ria em que vivem, encontra-se no capítulo 6, em que o menino mais velho ouve a palavra inferno, acha-a bonita e procura aprender o seu significado com a mãe, que o repele brutalmente. Já no capítulo 7, Inverno, há uma cena em que a família se reúne numa noite de inverno, e Fabiano tenta contar histórias incompreensíveis enquanto os meninos passam frio.

Enfim, a questão central do romance não está nos acontecimentos, mas nas criaturas que o povoam, nas gravuras de madeira.

Com a análise psicológica do universo mental das personagens, que expõem por meio de discurso indireto livre, o narrador nos vai decifrando sua humanidade embotada, confundida com a paisagem áspera do sertão, neste romance transcende o regionalismo e seu contexto específico – a seca do Nord-este, a opressão dos pobres, a condição animalesca em que vivem – para esculpir o ser humano universal.

Opiniões sobre Vidas Secas

“O narrador não quer identificar-se ao personagem, e por isso há na sua voz uma certa objetividade de relator. Mas quer fazer as vezes do personagem, de modo que, sem perder a própria identidade, sugere a dele. [...] É como se o narrador fosse, não um intérprete mimético, mas alguém que institui a humanidade de seres que a sociedade põe à margem, empurrando-os para as fronteiras da animalidade. Aqui, a animalidade reage e penetra pelo universo reservado, em geral, ao adulto civilizado” (Antônio Cândido).

Na opinião de Antônio Cândido sobre o enredo de Vidas Secas: “Este encontro do fim com o começo [...] forma um anel de ferro, em cujo círculo sem saída se fecha a vida esmagada da pobre família de retirantes-agregados-retirantes, mostrando que a poderosa visão social de Graciliano Ramos neste livro não depende [...] do fato de ele ter feito romance regionaliza ou romance proletário. Mas do fato de ter sabido criar em todos os níveis, desde o pormenor do discurso até o desenho geral da composição, os modos literários de mostrar a visão dramática de um mundo opressivo”. (Antônio Cândido)

Resumo por capítulo

1. Mudança

Começando o livro, o narrador coloca diante do leitor o primeiro quadro:

a) uma tomada à distância: a família no ambiente da seca.

b) a caracterização de cada membro da família pelas suas atitudes.

2. Fabiano

O narrador mostra a desintegração progressiva de Fabiano:

a) Fabiano e a vida

b) Fabiano e a seca

c) Fabiano, a família e a seca.

3. Cadeia

Continua o narrador a mostrar Fabiano diante da sociedade. Ele vai comprar querosene: está com água. Vai comprar chita: é cara. É levado ao jogo, não sabe se co-municar, e é preso.

4. Sinhá Vitória

A apresentação de Sinhá Vitória é semelhante à de Fabiano. Aparece a sua dificuldade de relacionamento com os meninos, com a Baleia, com Fabiano. Sua aspira-ção: ter uma cama.

5. Menino mais novo

Quer espantar o irmão e Baleia. Observa o pai montar a égua. Fabiano cai, de pé. Ele vibra. Sinhá fica indiferente diante da façanha do pai, ele não se conforma com a indiferença da mãe. Tenta se comunicar com o pai, mas não consegue, fica chateado. A Baleia dormia. Foi tentar conversar com a mãe, levou um cascudo. Dorme, Sonha com um mundo adulto. No dia seguinte tenta montar o bode, mas sai sem honra da façanha. Cai, leva coices.

6. Menino mais velho

Quer saber o que seja inferno. Sinhá Vitória fala em es-petos quentes, fogueiras. Ele lhe perguntou se vira. A mãe zanga-se, achou-o insolente e aplicou-lhe um cocorote. Baleia era o único vivente que lhe mostra simpatia.

7. Inverno

Família reunida em torna do fogo. Não havia conversa, apenas grunhidos. Ninguém entende ninguém, já são poucos humanos.

8. Festa

Iam à festa de Natal na cidade. Na cidade se vê-em distantes da civilização. Fabiano não fala, mas admi-ra a loquacidade das pessoas da cidade.

9. Baleia

A cachorra Baleia aparecera doente. Fabiano imaginara que ela estivesse com hidrofobia, e amarrara-lhes no pescoço um rosário de sabugo de milho queima-do. Ela, de mal a pior. Resolvera matá-la.

10. Contas

Fabiano diante do imposto e da injustiça do pa-trão Nascera com esse destino, ninguém era culpado por nascer com destino ruim.

11. O soldado amarelo

Fabiano ia corcunda, parecia farejar o solo, quando encontrou o soldado amarelo. Lembrou-se do passado. Quis se vingar. Reviveu todo o passado. Pensou e repensou sua condição.

O soldado, antes cheio de medo, vendo Fabiano acanalhado, ganha coragem, avançou, pisou firme, perguntou o caminho. E Fabiano tirou o chapéu de couro, curvou-se e ensinou o caminho ao soldado amarelo. “Governo é governo.”

12. O mundo coberto de penas

Depois do inverno, de novo seca anunciada nas arribações. Fabiano luta contra a natureza, atira nas arri-bações.

13. Fuga

O mesmo quadro do primeiro capítulo. No primeiro quadro os meninos se arrastavam atrás dos pais, neste os pais se arrastam atrás dos meninos. Os meninos corriam. Era o destino do Norte – O (nor)destino.

Texto

Fuga

Graciliano Ramos

A vida na fazenda se tornara difícil. Sinhá Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a caatinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.

Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.

Saíram de madrugada. Sinhá Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, Sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.

Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos – os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, Sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da malotagem no outro. Caminharam bem três léguas antes que a barra do nascente aparecesse.

Fizeram alto. E Fabiano depôs no chão parte da carga, olhou o céu, as mãos em pala na testa. Arrastara-se até ali na incerteza de que aquilo fosse realmente mudança. Retardara-se e repreendera os meninos, que se adian-tavam, aconselhara-os a poupar forças. A verdade é que não queria afastar-se da fazenda. A viagem parecia-1he sem jeito, nem acreditava nela. Preparara-a lentamente, adiara-a, tornara a prepará-la, e só se resolvera a partir quando estava definitivamente perdido. Podia continuar a viver num cemitério? Nada o prendia aquela terra dura, acharia um lugar menos seco para enterrar-se. Era o que Fabiano dizia, pensando em coisas alheias: o chiqueiro e o curral, que precisavam conserto, o cavalo de fábrica, bom companheiro, a égua alazã, as catingueiras, as pane-las de losna, as pedras da cozinha, a cama de varas. E os pés dele esmoreciam, as alpercatas calavam-se na escuri-dão. Seria necessário largar tudo? As alpercatas chiavam de novo no caminho coberto de seixos.

Agora Fabiano examinava o céu, a barra que tingia o nascente, e não queria convencer-se da realidade. Procu-rou distinguir qualquer coisa diferente da vermelhidão que todos os dias espiava, com o coração aos baques. As mãos grossas, por baixo da aba curva do chapéu, protegi-am-lhe os ombros contra a claridade e tremiam.

Os braços penderam, desanimados.

– Acabou-se.

Antes de olhar o céu, já sabia que ele estava negro num lado, cor de sangue no outro, e ia tornar-se profun-damente azul. Estremeceu como se descobrisse uma coisa muito ruim.

Desde o aparecimento das arribações vivia desassos-segado. Trabalhava demais para não perder o sono. Mas no meio do serviço um arrepio corria-lhe no espinhaço, a noite acordava agoniado e encolhia-se num canto da cama de varas, mordido pelas pulgas, conjecturando misérias.

A luz aumentou e espalhou-se pela campina. Só aí principiou a viagem. Fabiano atentou na mulher e nos filhos, apanhou a espingarda e o saco de mantimentos, ordenou a marcha com uma interjeição áspera.

(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 16. ed. São Paulo, Martins, 1967. p. 147-9).

Vocabulário

copiar (s.m.): varanda; alpendre.

aió (s.m.): bolsa feita de fibra de caroá

garrancho (s.m.): ramo tortuoso de arvore.

espingarda de pederneira: espingarda de caça na qual o mecanismo se encontra no exterior da arma.

arribação (s.f.): tipo de ave

morrinhento (adj.): enfraquecido, prostrado.

malotagem (s.f.): provisão de mantimentos.

seixo (s.m.): pedra solta.

alazão (adj.): amarelo-avermelhado.

folha (s.f.): metal.
Fonte:P.TRASDLETRAS
Ozamir Lima

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

[Como estudar bem...] Dica de Estudo - Professor Elmo- História Geral

Primeira Guerra Mundial – Dica de Estudo- HISTORIANET

A) ESPAÇO/TEMPO
Europa: início do século XX

B) CONTEXTO HISTÓRICO
Neocolonialismo
Política de Alianças
Paz Armada

C) ANTECEDENTES
Disputa de mercados neocolonialista
Divergências político-econômicas e revanchismos
Nacionalismos e antagonismos entre os impérios
O assassinato de Francisco Ferdinando

D) A GUERRA
O início
Blocos militares em conflito
Etapas
O ano de 1917
O término do conflito

E) CONSEQUÊNCIAS
Tratado de Versalhes
Fim da hegemonia européia
Desintegração dos impérios
Novas nações
EUA como potência hegemônica
Liga das Nações
Revanchismo alemão
Fortalecimento do nacionalismo (nazifascismo)

[VESTIBULAR] História Geral - Professor Elmo


CONFIRA ALGUMAS DICAS PARA ENCARAR OS VESTIBULARES ANTES DA PROVA
Organize seu tempo e faça um cronograma de estudo. Divida o tempo entre as aulas, a revisão e os exercícios. Isso lhe dará mais segurança para enfrentar as provas.
Estudo o máximo que puder, mas quando bater o cansaço físico e mental, feche o livro e vá relaxar.
Estude mais de uma matéria por dia. Intercale as de que mais gosta com as de que menos gosta.
Preste atenção nas aulas de revisão. Mesmo já sabendo o assunto, confira as observações extras dadas pelo professor. Nada de fazer exercício de matemática na revisão de história, por exemplo.
Foque seus estudos na resolução de exercícios.
Escolha lugares tranquilos e silenciosos para estudar.
Verifique nos sites das universidades as provas de anos anteriores para saber como é o estilo de cada uma.
Estude o conteúdo que aprendeu no colégio ou no cursinho assim que chegar em casa.
Procure professores e plantonistas para tirar dúvidas.
treine o esquema da redação. descubra argumentos e saiba como defendê-los.
Tente organizar resenhas de obras literárias.
Leia jornais para se manter atualizado.
Confira o local onde vai fazer a prova. Verifique os documentos e o material que terá que levar.
Peça apoio dos seus pais. Tente não se abalar se seu pai ou sua mãe disser: "Se você não passar, vai ter que trabalhar no ano que vem." Eles também estão ansiosos, e você deve buscar ter um diálogo franco com eles.
Lembre-se: você não precisa saber de absolutamente tudo.
É comum que o seu rendimento caia nesta reta final. Não fique inseguro e aproveite o tempo para ler uma revista ou um livro.
Uma alimentação equilibrada nesse momento é fundamental para fornecer energia para o corpo e cérebro. O ideal é consumir, em quantidades moderadas, alimentos fonte de carboidratos, como pães, biscoitos, cereais, arroz, batata e macarrão.
Beba muita água, em média, oito copos por dia.
Pratique exercícios físicos e mantenha atividades de lazer, como ir ao cinema e sair com os amigos.
Durma bem. Com o corpo descansado, seu estudo renderá mais. Não tome estimulantes para se manter acordado, eles só vão adiar a sensação de cansaço.

DURANTE A PROVA
Planeje a ordem das provas. A média de tempo para cada questão costuma ser de três minutos. Leia com atenção, resolva o que sabe e deixe o conteúdo que não sabe para o fim.
Evite alimentos gordurosos, como frituras, molhos gordurosos e carnes gordas, pois, por serem de difícil digestão, podem causar desconforto gástrico na hora da prova, atrapalhando a sua concentração.
Cuidado com o excesso de doce, que pode causar aquela moleza. Prefira cereais ou frutas.
Evite o consumo de alimentos estimulantes, como café, chá preto ou energéticos.
Não faça nenhuma mudança radical ou experiência alimentar nos dias das provas. Procure manter sua alimentação habitual para evitar surpresas, mas não exagere: uma feijoada antes do vestibular pode ser indigesta.

Fonte: Folha de São Paulo.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

[Datas Comemorativas] Veja e Comemore - Porfessor Elmo - História Geral

OUTUBRO

01 – Dia do Prefeito.
01 – Dia do Viajante Comercial.
01 – Dia Internacional do Idoso.
01 – Dia Mundial do Vendedor.
01 – Dia Nacional do Vereador.
03 – Dia do Barman.
03 – Dia Nacional do Dentista.
04 – Dia do Incorrigível.
04 – Dia Internacional dos Animais.
04 – Dia Universal da Anistia.
05 – Dia da Ave.
05 – Dia do Bóia Fria.
05 – Dia Mundial do Professor.
06 – Dia do Início da Semana da Criança.
07 – Dia Nacional do Compositor.
08 – Dia do Nordestino.
08 – Dia pelo Direito à Vida.
09 – Dia do Atletismo.
09 – Dia Mundial do Correio.
10 – Dia da Honestidade.
10 – Dia do Empresário Brasileiro.
10 – Dia do Lions Internacional.
10 – Dia do Representante Comercial.
10 – Dia Mundial da Saúde Mental.
11 – Dia do Deficiente Físico.
12 – Dia da Criança.
12 – Dia da Raça.
12 – Dia das Américas.
12 – Dia de Nossa Senhora Aparecida.
12 – Dia do Basquete.
12 – Dia do Corretor de Seguros.
12 – Dia do Descobrimento da América.
12 – Dia do Engenheiro Agrônomo.
12 – Dia do Mar.
13 – Dia do Fisioterapeuta.
15 – Dia da Normalista.
15 – Dia do Professor.
16 – Dia da Tecnologia e Ciência.
16 – Dia do Anestesista.
16 – Dia do Instrutor de Auto Escola.
16 – Dia Mundial da Alimentação.
17 – Dia do Eletricista.
17 – Dia Internacional da Erradicação da Pobreza.
17 – Dia Nacional da Vacinação.
18 – Dia do Estivador.
18 – Dia do Médico.
18 – Dia do Pintor.
18 – Dia do Securitário.
19 – Dia do Guarda Noturno.
20 – Dia do Arquivista.
20 – Dia do Poeta.
20 – Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo.
21 – Dia do Contato Publicitário.
22 – Dia da Sedução.
22 – Dia do Pára-quedista.
23 – Dia da Aviação.
23 – Dia do Aviador.
23 – Dia do Avião Brasileiro.
24 – Dia das Nações Unidas.
24 – Dia Mundial do Desenvolvimento.
24 – Dia Mundial do Desenvolvimento da Informação.
25 – Dia da Democracia.
25 – Dia da Saúde Dentária.
25 – Dia do Cirurgião Dentista.
25 – Dia do Macarrão.
25 – Dia do Sapateiro.
25 – Dia Mundial do Dentista.
27 – Dia Mundial de Oração pela Paz.
28 – Dia do Servidor Público.
29 – Dia Nacional do Livro.
30 – Dia do Balconista.
30 – Dia do Comerciário.
30 – Dia do Lobinho.
31 – Dia da Dona de Casa.
31 – Dia das Bruxas.
31 – Dia Mundial da Poupança.
Fonte: http://www.felipex.com.br/cur_datas_com01.htm

terça-feira, 11 de setembro de 2007

HISTÓRIA DO BRASIL: CÉZAR SILVA

O barão e visconde de mauá: o empresário do Império.



Irineu Evangelista de Souza, barão e visconde de Mauá, nascido em Arroio Grande-RS, em dezembro de 1813, mudou-se para o Rio em 1823. Aos onze anos, era contínuo. Aos quinze, o homem de confiança do patrão. Aos 23, sócio de um escocês excêntrico. Aos trinta, um dos comerciantes mais ricos do Brasil. Era pouco: aos 32, Irineu decidiu virar industrial - O primeiro do Brasil. Tentou introduzir a nação no mundo do capitalismo moderno, promover a indústria pesada, estabelecer de vez o trbalho assalariado, a economia de mercado e o liberalismo. Foi incompreendido, desprezado, perseguido, humilhado, ofendido - e faliu. Mauá fez quase tudo certo: apenas esqueceu que vivia num país ruralista, escravocrata e latifundiário, cuja economia era controlada pelo Estado. Ainda assim a obra de Mauá foi grandiosa e - apesar dos lucros trazidos pelo café - é quase que exclusivamente graças a ele que se pode falar em boom econômico do Segundo Reinado.
O orçamento das empresas Mauá era maior que o próprio orçamento do Império. Mauá criou a primeira multinacional brasileira; foi o pioneiro na globalização da economia, foi o primeiro (e até hoje um dos únicos) empresário brasileiro respeitado e admirado no exterior. Virou verbete da Enciclopédia Britânica e personagem citado por Júlio Verne (em a volta ao mundo em 80 dias). Tinha apoio e respeito do Barão Rothshild e dos irmãos Barings - os maiores banquerios do seu tempo.
O imperador D. Pedro II e o Barão jamais tiveram uma discussão pública, mas, embora fossem vizinhos, sua incompatibilidade de gênios é notória. O desprezo pela idéias e propostas de Mauá - e o torpedeamento contínuo de seus projetos feito pelos políticos fiéis ao imperador - se configura como um dos mais desastrados e lamentáveis episódios da pobre história econômica do Brasil.

A crise de 1875 e a má vontade do governo o levaram a falência, em 1878. Mas Mauá pagou tudo o que devia. Ao morrer, em outubro de 1889, perdera seu império industrial. Mas não devia nada a ninguém.

Anguns empreendimentos de Mauá:

  • Bancos Mauá;
  • Mac-Gregor & Cia;
  • Casa Mauá & Cia;
  • Companhia de Bondes do Jardim Botânico(RJ);
  • Companhia de Gás do Rio de Janeiro;
  • Companhia de Navegação a Vapor do Rio Amazonas;
  • Estradas de Ferro Mauá;
  • Companhia de rebocadores a vapor do Rio Grande do Sul;
  • Fundição e estaleiro da Ponta da Areia, em Niterói.

Filme sobre a vida desse grande brasileiro: "O imperador e o rei" (cinema nacional)







domingo, 9 de setembro de 2007

DICAS DE PORTUGUÊS (III)

As provas serão aplicadas nas salas de 30 à 39

O acento indicativo de crase deve ser usado entre numerais ou não?

Veja a explicação:

Entre numerais ocorre o acento indicativo de crase se, anteriormente ao primeiro numeral, houver o artigo a(s), que poderá estar contraído com alguma preposição: de + a(s) = da(s); em + a(s) = na(s).

Caso não haja o artigo a(s) anteriormente ao primeiro numeral, não ocorrerá o acento indicativo de crase entre os numerais. Veja alguns exemplos:

Esperaremos o professor das 8h às 10h. Há a crase entre 8h e 10h, por ter o artigo as contraído com a preposição de (das) antes de 8h.

Precisaremos de oito a dez horas para realizar essa tarefa. Não há crase entre oito e dez, por não ter o artigo antes de oito.

As provas serão aplicadas da sala 30 à 39. Há a crase entre 30 e 39, por ter o artigo a contraído com a preposição de (da) antes de 30, mesmo que haja o substantivo sala entre os dois.

De 100 a 200 pessoas morreram no acidente. Não há crase entre 100 e 200, por não ter o artigo antes de 100.A frase apresentada, então, deve ser escrita sem o acento indicador de crase por não ter o artigo antes de 30:

PORTANTO O CORRETO É:
As provas serão aplicadas nas salas de 30 a 39

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

DICAS DE PORTUGUÊS

Brasileiras goleam ou goleiam?

Trecho de notícia sobre a vitória da seleção feminina neste Pan:

- Brasileiras goleam os EUA por 5 a 0 e faturam ouro

Há alguns verbos que trazem mesmo dúvida na hora de conjugar.

"Golear" é um deles.

No presente, a conjugação pede um "i" no singular e na terceira pessoa do plural:

- eu goleio, tu goleias, ele goleia, eles goleiam.

Na segunda e terceira pessoas do plural, a conjugação é sem a vogal "i", como no infinitivo (golear):

- nós goleamos, vós goleais.

A confusão é essa: parte da conjugação no presente tem a vogal "i", parte não tem.

Logo:

- Brasileiras goleiam os EUA por 5 a 0 e faturam ouro
Para encerrar, vale registrar que no passado e no futuro do indicativo, a conjugação do verbo "golear" também é sem o I.

OZAMIR LIMA

DICAS DE PORTUGUÊS

Frases longas e concordância

Trecho de notícia do dia, uma das várias a abordar o problema nos aeroportos:

- O boletim mais recente da Infraero, divulgado por volta das 16h desta sexta-feira, indica que 507 das 1137 operações programadas (cerca de 44%) para o período apresenta problemas de atraso ou cancelamento

Já comentamos o assunto algumas vezes nesta coluna: frases longas são um convite para problemas de concordância.

Isso seguramente contribuiu para o problema do trecho acima.

Como o sujeito ("507 das 1137 operações") está muito longe do verbo, o redator provalmente concordou com a palavra mais próxima, "período", no singular.

Revendo o trecho:

- O boletim mais recente da Infraero, divulgado por volta das 16h desta sexta-feira, indica que 507 das 1137 operações programadas (cerca de 44%) para o período apresentam problemas de atraso ou cancelamento.
OZAMIR LIMA

segunda-feira, 23 de julho de 2007

DICAS DE PORTUGUÊS (II)

"Ela anda meia nervosa?"


"Ela anda meia nervosa?"Não!!! pois a palavra meio, quando intensificar adjetivo (no caso, a palavra "nervosa"), será advérbio, sendo, conseqüentemente, invariável.

A maneira mais fácil de se observar se meio é advérbio é substituí-lo por outro advérbio de intensidade qualquer. Por exemplo, coloque a palavra bem no lugar de meio. Se a frase continuar tendo nexo, este será invariável. Façamos isso no exemplo apresentado, ou seja, substituamos meio por bem: Ela anda bem nervosa.

A frase está perfeita, portanto deveremos corrigir a primeira, deixando-a assim:
"Ela anda meio nervosa?"
Se não for possível substituir meio por bem, então meio pertencerá a outra classe gramatical, que veremos agora:

Quando meio modificar substantivo, será adjetivo (com o significado de metade de um todo; médio, intermediário), por isso concordará com o substantivo. Por exemplo:


Ele bebeu meia garrafa de café = Ele bebeu metade da garrafa.

Meio ainda pode ser substantivo, significando ponto médio; centro; o que dá passagem ou serventia; condição, circunstância; via por onde se chega a um fim, bens de fortuna (neste último caso, só se usa no plural)...

Outros exemplos:


A situação está meio complicada =A situação está bem complicada.
Basta-me meia xícara = Basta-me metade da xícara.
Esse é meu meio de vida. = condição.
Ozamir Lima

terça-feira, 3 de julho de 2007

VESTIBULAR UFERSA 2007.2



Gabarito 3º dia


DICAS DE PORTUGUÊS

HÁ ALGUMA INCORREÇÃO NA FRASE A SEGUIR? (ozamirlima@hotmail.com)

"É proibida entrada"

Com certeza, você já deparou frases desse tipo, nos mais variados lugares: no comércio, em escritórios e até em escolas. O problema da frase é o seguinte: sempre que utilizar verbo de ligação (ser, estar, parecer, ficar, permanecer, continuar), principalmente o verbo ser, e não houver elemento modificador do sujeito (artigo, adjetivo, numeral), tanto o verbo quanto o predicativo do sujeito devem permanecer na forma masculina, singular. Caso contrário, ou seja, se houver o elemento modificador, ambos - o verbo e o predicativo - concordam com o modificador.

Portanto a frase apresentada está errada.

Corrigindo-a, teremos:

É proibido entrada ou É proibida a entrada.

Outros exemplos:

Pimenta é bom. / Esta pimenta está boa.É necessário dedicação. / A dedicação é necessária.Está proibido brincadeiras. / Estão proibidas as brincadeiras

UFERSA - 2007.2 - GABARITO- DIAS : 1º e 2º

ozamirlima@hotmail.com

domingo, 1 de julho de 2007

[Islamismo] O que é Haj? História Geral - Professor - Elmo

É o nome da peregrinação à cidade de Meca que todo muçulmano deve fazer pelo menos uma vez na vida. Lugar onde se encontra a Pedra Preta, que teria sido dada a Abrão pelo anjo Gabriel.
O Haj tem a duração de seis dias, ele acontece no último mês do calendário muçulmano, as orações feitas neste período devem ser uma para cada dia de peregrinação.
Os peregrinos devem dar sete voltas ao redor da Caaba, e no dia seguinte vão para a Mina, onde se preparam para o ponto alto da peregrinação: a reza no monte Arafat, local onde Maomé teria feito seu último sermão.
Em seguida a multidão vai ao lugar onde se encontra os três pilares representando os demônios, os quais são apedrejados com sete pedrinhas, as quais eram recolhidas de preferência no monte Arafat.
No mesmo dia, segue-se o ritual de sacrifício: um carneiro por pessoa ou uma vaca ou camelo para cada grupo de seis. Nos três dias seguintes os peregrinos paparam-se para a volta, compram mantimentos, os homens raspam a cabeça e todos repetem o ritual em torno da Caaba.

[Egito/França] Napoleão e o nariz da esfinge - História Geral - Professor Elmo

Sempre quando vemos retratos da esfinge em livros, ou a vemos na TV, há algo que nos é impossível nos passar desapercebido: Ela não tem nariz ! Os Egípcios, exímios construtores não a teriam construído com esse defeito notório. Logo, o nariz caiu. Mas o que teria provocado essa queda ? Seria, por acaso, a ação do processo erosivo ao longo dos séculos? Ou então um tremendo raio rasgando os céus ? Nada disso. O triste fim do pobre nariz foi causado pela artilharia de Napoleão em sua luta contra os inglesas no Egito. Simplesmente erraram o alvo!
Atualmente querem tirar a culpa do nosso amigo da mão no casaco, a culpa também poderia ter sido de artilharia mameluca ao ataque contra os franceses.
Não importa quem foi o grande cirurgião plástico que "operou" o nariz na Esfinge, fosse como fosse deveria estar bem melhor antes.

[Guilhotina] História Geral - Professor Elmo

É um aparelho de decapitação mecânica, inventado no período da Revolução Francesa. Criada por Joseph Ignace Gillotin em 1738, a guilhotina tinha a finalidade de proporcionar uma morte rápida e sem dor aos condenados à morte.
O doutor Gillotin defendeu na Assembléia Nacional que esse seria um método mais humanitário, eficaz e igualitário, já que na época os nobres tinham privilégios até na hora de morrer. Porém, com a Revolução Francesa todo e qualquer suspeito de se opor ao regime passou a ser decapitado, dessa forma a guilhotina ficou marcada como símbolo de crueldade e opressão.

[Respostas] Questões de Domingo, 17 de Junho de 2007- História Geral - Professor Elmo

11, E, B, B e A.

domingo, 24 de junho de 2007

ARRAIÁ DO CNSC

FOTOS DE ALGUMAS ALUNAS GATINHAS DO CNSC
(OZAMIR LIMA)